Senador Rogério Marinho do candidato à Presidência solicita ao ministro André Mendonça que investigue vazamento de conversas com Daniel Vorcaro
O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL), solicitou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que investigue um suposto vazamento seletivo de informações. A solicitação surge após a divulgação de conversas entre o presidenciável e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, referente ao inquérito do Banco Master. O objetivo é apurar a origem do material divulgado, onde ele foi armazenado e quais indivíduos tiveram acesso aos dados sigilosos.
Esta representação ocorre semanas depois que o site The Intercept Brasil publicou trechos de diálogos entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. Nessas conversas, o presidenciável questiona recursos que teriam sido destinados ao financiamento de um filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. A divulgação desses áudios gerou uma crise na campanha eleitoral, intensificando o clima de desconfiança dentro do Partido Liberal (PL) e no mercado financeiro.
Em uma das gravações divulgadas, Flávio Bolsonaro se refere a Daniel Vorcaro como “meu irmão” e assegura apoio contínuo. No documento encaminhado ao STF, Rogério Marinho ressalta que o objetivo não é questionar a liberdade de imprensa, mas sim identificar os responsáveis pela divulgação de conteúdo sob sigilo.
“A liberdade de imprensa não elimina o dever estatal de apurar a origem de vazamentos de autos sigilosos”, afirma o senador Rogério Marinho em sua representação. Ele defende a instauração de um procedimento específico para investigar o vazamento das informações e apurar possíveis violações de sigilo funcional.
A representação detalha que “o que se pretende é a apuração da origem do vazamento, da cadeia de custódia do material divulgado, dos agentes que tiveram acesso aos elementos sigilosos e da eventual utilização indevida de informações protegidas por sigilo para fins de constrangimento público, interferência política ou desequilíbrio do devido processo legal”.

