Cerimônia oficializa transição administrativa para o biênio 2026-2028 na sala do Pleno, às 18 horas.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) agendou para 19 de agosto a cerimônia de posse de sua nova diretoria, que comandará a corte durante o biênio 2026-2028. O evento solene será realizado na sala do Pleno, a partir das 18 horas, oficializando a transição administrativa no tribunal.
Assumem os cargos o ministro Luis Felipe Salomão, na presidência, e o ministro Mauro Campbell Marques, na vice-presidência. Ambos foram eleitos em abril para suceder o atual presidente, Herman Benjamin, e o próprio Salomão, que ocupava a vice-presidência. Na mesma oportunidade, o ministro Benedito Gonçalves foi designado para o posto de corregedor nacional de Justiça do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), após ter sido sabatinado e aprovado pelo Senado em junho.
A estrutura diretiva da Escola Nacional de Formação de Magistrados (Enfam) também passará por mudanças. O ministro Raul Araújo assumirá a direção-geral da instituição, tendo o ministro Antonio Carlos Ferreira como vice-diretor.
Luis Felipe Salomão chega à presidência do STJ após uma trajetória que incluiu passagens por todos os demais cargos de direção da corte, tendo atuado como corregedor nacional e vice-presidente por dois biênios. O processo eleitoral que definiu a nova gestão foi marcado pelo abandono da prática de escolha por aclamação, tradicionalmente adotada pelo tribunal.
Apesar da mudança no rito de escolha, o resultado não apresentou surpresas. Após o ministro Herman Benjamin, o magistrado mais antigo na corte seria o ministro Og Fernandes, que optou por não concorrer ao cargo devido à sua aposentadoria prevista para novembro, o que o deixaria com menos de seis meses de mandato. Seguindo a lista de antiguidade, o nome de Luis Felipe Salomão consolidou-se como o sucessor natural.
A posse da nova direção deve provocar alterações na composição interna do tribunal, configurando uma movimentação de cargos. A saída de Benedito Gonçalves para assumir a corregedoria nacional deixará vagas na 1ª Turma e na 1ª Seção do STJ.

