O governo de São Paulo determinou que a Polícia Militar identifique as equipes que teriam acompanhado o motorista do candidato ao governo do Estado Fernando Haddad (PT) após deixá-lo em sua residência, na Zona Sul da capital. A medida foi adotada depois que o petista relatou uma abordagem que considerou fora do padrão durante conversa com jornalistas nesta quarta-feira (12).
Segundo Haddad, o episódio ocorreu na noite de terça-feira (11), por volta das 22h30. O candidato afirmou que percebeu uma viatura da PM acompanhando o veículo quando chegava em casa. De acordo com o relato, os policiais não falaram com ele nem solicitaram documentos, mas continuaram seguindo o carro depois que o motorista deixou a residência.
Ele disse que soube dos detalhes da situação apenas na manhã desta quarta, após conversar com o funcionário e com o advogado Hélio Silveira. Conforme o relato apresentado pelo motorista, o acompanhamento teria continuado por cerca de 40 minutos e teve caráter ostensivo, o que teria provocado preocupação.
Em determinado momento, o funcionário teria parado em frente a um hotel e entrado no estabelecimento. Ainda segundo o relato, a viatura permaneceu nas proximidades. O motorista então teria questionado os policiais sobre a razão do acompanhamento e, posteriormente, sido orientado a deixar o local. Haddad afirmou ainda que, conforme informado pelo funcionário, havia policiais armados com fuzis na viatura.
O candidato declarou que não sabe qual teria sido a motivação da ação e afirmou que pretende buscar esclarecimentos antes de tirar conclusões sobre a conduta dos agentes. Haddad também disse considerar a possibilidade de ter ocorrido algum tipo de confusão.
“Eu não sei o que aconteceu. Quero crer que possa ter havido alguma confusão. Espero que tenha havido uma confusão, mas o meu motorista ficou muito assustado pela maneira como isso aconteceu”, afirmou.
A determinação do governo estadual para identificar as equipes envolvidas busca esclarecer quais policiais estavam na região e verificar as circunstâncias do acompanhamento. Até o momento, não foi apresentada uma justificativa oficial para a presença da viatura durante o trajeto do motorista após a saída da residência de Haddad.

