Morreu, aos 80 anos, Paulo Sérgio Scudiere Angioni, executivo de futebol do Fluminense e um dos dirigentes mais conhecidos do futebol brasileiro. Tricolor desde a infância, ele estava em sua quarta passagem pelo clube, onde trabalhava desde 2018. Angioni tratava um câncer no pâncreas desde o início de setembro, no Rio de Janeiro.
O Fluminense confirmou a morte na manhã deste sábado (12) e destacou a trajetória do dirigente, que passou por grandes clubes do país e também pela Seleção Brasileira.
“O Fluminense FC comunica o falecimento do tricolor e diretor executivo de futebol, Paulo Sérgio Scudiere Angioni, aos 80 anos, na madrugada de hoje, no Rio de Janeiro. Em sua carreira, uma das mais longevas e bem-sucedidas do futebol brasileiro, foi pioneiro na função de diretor executivo no Brasil. Com passagem pela Seleção Brasileira e outros grandes clubes, ele reuniu inúmeras conquistas esportivas e se destacou, fundamentalmente, pela coleção de amigos que acumulou ao longo de sua trajetória. À frente do departamento de futebol do Fluminense nesta quarta passagem pelo clube, a partir de 2018, foi um dos principais responsáveis pela conquista dos títulos da Taça Rio de 2020, Taça Guanabara de 2022, 2023 e 2026, Campeonato Carioca de 2022 e 2023, Conmebol Libertadores e Recopa. Títulos que ajudaram o clube a retomar seu protagonismo e se destacar no cenário mundial recente. Sua contribuição à formação dos jovens será lembrada por muitos e suas lições permanecerão entre nós como exemplo de vida, compaixão e solidariedade. À sua família e amigos, nossos sentimentos mais elevados.
Carreira marcada por grandes clubes
Angioni começou a carreira no início dos anos 1980, quando deixou o clube Municipal, na Tijuca, para trabalhar no Vasco. Foram 14 anos no clube. Depois, construiu uma trajetória por algumas das principais equipes do país, como Flamengo, Palmeiras, Corinthians, Bahia, Olaria e Fluminense.
O dirigente também teve passagem pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e trabalhou como supervisor da Seleção Brasileira em 1989 e 1990.
A ligação com o Fluminense, no entanto, tinha um significado especial. Torcedor do clube desde criança, Angioni teve sua primeira oportunidade de trabalhar nas Laranjeiras em 2000. Ao longo dos anos, retornou outras vezes até assumir novamente o departamento de futebol em 2018.
Pioneiro na área de psicologia no futebol
Formado em psicologia e administração esportiva, Angioni também ficou conhecido por defender a presença de profissionais da área psicológica nos clubes. Em 1989, quando trabalhava no Vasco, ajudou a introduzir psicólogos no departamento de futebol.
Com o passar dos anos, o dirigente também passou a defender a participação de psiquiatras no ambiente esportivo, diante do aumento da pressão sobre os jogadores.
Multicampeão por diferentes clubes, Angioni conquistou títulos estaduais, nacionais e internacionais. Entre os momentos mais importantes de sua carreira esteve a conquista inédita da Conmebol Libertadores pelo Fluminense, em 2023.
Aos 80 anos, Paulo Angioni deixa uma trajetória marcada pela longevidade no futebol, pela passagem por grandes equipes e pela contribuição para a modernização da gestão esportiva no Brasil.

