Em uma nova investida para captar recursos externos e fortalecer as finanças públicas, o governo da Argentina confirmou o lançamento de um programa voltado à concessão de cidadania para investidores estrangeiros. A apresentação da medida ocorreu durante uma agenda oficial do ministro da Economia em Paris, ocasião em que foram detalhadas as condições para a obtenção do documento até o encerramento deste ano.
A proposta contempla duas modalidades principais de adesão. Na primeira, o interessado deve realizar uma contribuição financeira direta e sem direito a reembolso ao tesouro argentino. Na segunda opção, o acesso ao benefício se dá por meio da aquisição de papéis da dívida pública. O modelo prevê custos adicionais para a inclusão de familiares, com valores gradativos conforme o grau de parentesco e a faixa etária dos dependentes.
De acordo com comunicados oficiais do Ministério da Economia, os montantes arrecadados serão aplicados na consolidação do balanço fiscal do país. As autoridades argentinas destacam que todos os requerimentos passarão por checagens de antecedentes e auditorias rigorosas, com o objetivo de resguardar a segurança nacional e prevenir irregularidades no sistema financeiro.
Além do direito de fixar residência em território argentino, os novos cidadãos passam a usufruir da mobilidade assegurada pelos tratados de cooperação regional na América do Sul. A iniciativa adota formato semelhante a programas de residência por investimento testados em outras nações, buscando converter a atração de grandes investidores em reforço imediato para as contas públicas.

