Investigação revelou que homem possuía 78 processos e mandado de prisão em aberto por estelionato.
O estudante de Direito Selmo dos Santos Pereira foi preso na noite desta segunda-feira, 31, em São Bernardo do Campo/SP, após se apresentar como juiz durante uma abordagem da Polícia Militar. O homem teria utilizado um documento com sinais de adulteração em nome de um magistrado e afirmado atuar na 3ª vara Criminal de Santo André/SP.
Policiais do 6º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano realizavam patrulhamento por volta das 21h20 quando avistaram um veículo em velocidade considerada incompatível com a via. A equipe decidiu abordar o motorista e, durante a vistoria, não encontrou objetos ilícitos. O documento apresentado por ele no momento da identificação, contudo, chamou a atenção dos agentes por apresentar sinais de adulteração.
O motorista disse se chamar Jarbas Luiz dos Santos e afirmou ser juiz de Direito da 3ª vara Criminal de Santo André/SP. Ele também declarou que dava aulas na Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo. A versão começou a ser questionada durante a própria abordagem, quando uma motorista que passava pelo local reconheceu o homem e o cumprimentou. Ao ser questionada pelos policiais, ela informou que ele era estudante de Direito da instituição, e não professor. Diante da divergência, o motorista foi levado ao distrito policial para averiguação.
Enquanto a identidade do homem era apurada, outra equipe da Polícia Militar procurou o verdadeiro magistrado em São Caetano do Sul/SP. O juiz foi localizado e compareceu à delegacia, onde confirmou sua identidade. Ele relatou que seu nome teria sido utilizado recentemente em uma tentativa de aquisição de imóvel, circunstância que ainda deverá ser investigada pelas autoridades.
No 2º Distrito Policial de São Bernardo do Campo, a identificação por impressões digitais revelou que o homem abordado era Selmo dos Santos Pereira. A consulta aos registros também apontou que havia contra Selmo uma ordem de prisão em vigor por estelionato. Ele possuía 78 processos e 34 inquéritos, dos quais 22 estariam relacionados ao art. 171 do CP, que prevê o crime de estelionato. O caso foi registrado como uso de documento falso, previsto no art. 304 do CP, e recaptura de procurado. Selmo permaneceu detido e à disposição da Justiça.
