O mercado de trabalho formal brasileiro ganhou força em agosto. O país criou 165,8 mil vagas com carteira assinada no mês, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta terça-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
O resultado é a diferença entre 2,29 milhões de admissões e 2,12 milhões de desligamentos registrados durante o mês.
O saldo também ficou acima do observado em agosto de 2025, quando foram abertas 154,6 mil vagas formais. Na comparação com julho deste ano, a diferença é ainda maior: naquele mês, o país havia registrado a criação de 55,9 mil postos.
Com o resultado de agosto, o Brasil acumula 1,13 milhão de empregos formais criados nos primeiros oito meses de 2026.
Serviços lideram geração de vagas
Os cinco grandes setores da economia terminaram agosto com saldo positivo na geração de empregos formais.
O setor de serviços foi responsável pelo maior número de novas vagas, com 110,3 mil postos criados no mês.
Na sequência aparecem a construção civil, com 20,8 mil empregos, a indústria, com 16,6 mil, e o comércio, com 16,5 mil.
A agropecuária teve o menor saldo entre os cinco segmentos, mas também terminou o mês no campo positivo, com a abertura de 1.452 postos de trabalho.
São Paulo lidera entre os estados
Das 27 unidades federativas, 24 registraram saldo positivo na criação de empregos formais em agosto.
Em números absolutos, São Paulo ficou na liderança, com 42,5 mil novas vagas. O Rio de Janeiro apareceu na sequência, com 20,8 mil postos, enquanto Pernambuco registrou 13,4 mil.
Quando considerado o crescimento proporcional em relação ao estoque de empregos, a Paraíba teve o maior avanço, com alta de 1,59%.
O Amapá ficou em segundo lugar, com crescimento de 1,38%, seguido pelo Rio Grande do Norte, que registrou alta de 0,92% no período.

